por salmo37 |
Leia Gênesis 22:1-18
Deixar partir. Deixar para lá. Afrouxar as amarras.
Como somos melhores no sufocar do que no amar, ficamos aturdidos com a
possibilidade de termos que abrir mão. Porque o soltar significa
introduzir o terror do risco, o pânico de perder o controle. A despedida
não pode acontecer sem um ferimento interior. O covarde coração tem
medo de entregar seu estimado brinquedo. Mesmo sabendo que eventualmente
teria que dizer adeus a ele.
Como abandonar um sonho; dar à criança algum espaço para crescer; ou
deixar que um amigo tenha a liberdade de ser ou fazer. Quanta maturidade
isso requer!
Frequentemente escondemos nosso medo de entregar nossos tesouros por
temermos pela sua segurança. Mas espere. Tudo é seguro quando estamos
comprometidos com o nosso Deus. Na verdade, nada está realmente seguro
quando não está comprometido. Nenhuma criança, nenhum emprego. Nenhum
romance. Nenhum amigo. Nenhum futuro. Nenhum sonho.
Precisa de uma prova? Confira a história de Abraão e seu filho
adolescente Isaque. O velho homem amava profundamente seu filho. Esse
relacionamento poderia muito bem beirar o arriscado se o pai não
estivesse disposto a deixar seu filho partir. Mas, nesse momento, o
pedagogo Jeová ensinou ao patriarca uma lição básica da vida.
Estava na hora de deixá-lo partir. Abraão poderia ter começado a
pleitear, barganhar ou manipular, mas isso nada poderia fazer o
Todo-Poderoso escolher um caminho alternativo. Não, Abraão tinha que
abrir suas mãos e entregar naquele altar a única coisa que eclipsava o
Filho em seu coração. Isso doeu cruelmente, além do que podemos
imaginar. Mas foi eficiente.
O que Deus quer que eu faça? Que eu deixe as coisas para lá, para que
Ele possa reinar sem nenhum rival. Sem nenhuma ameaça ao seu trono. E
com o meu orgulho quebrantado o suficiente para que minhas mãos se
tornem vazias e o meu coração aquecido.
Crescendo nas estações da vida Charles R. Swindoll
Fonte: http://vivendoapalavradejesus.blogspot.com/
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