Problema é das crianças? A Educação dos adultos!
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| Esta menina é a Abigail. É minha sobrinha. Agradeço aos pais a cedência da foto. |
“Educa a criança no caminho em que deve andar ...”
(Provérbios 22:6)
Geralmente, as crianças são muitas vezes conduzidas a perguntas pela
grande curiosidade que possuem em descobrir e conhecerem como as coisas
funcionam. Elas estão atentas a tudo e a todos e nada as escapa.
Neste desejo de aprendizagem, os adultos acham que as crianças tornam-se demasiadamente chatas, pelos seus muitos porquês.
Nestas sucessivas e chatas interrogações a melhor forma e tática que nós
os adultos temos, para não responder às suas interrogações é afirmar:
“Ainda és muito pequeno para compreender ...”.
Isso, por vezes, é o melhor método que o apelidaria de anticoncecional
(não permite que a capacidade e mente da criança seja
fertilizada/fecundada com as conversa e trocas de ideias), que os
adultos podem e sabem fazer diante daquilo que têm como sendo a
curiosidade “irritável” das crianças.
No entanto, há três coisas que gostaria de destacar:
1. Como adultos temos perdido a capacidade de usar os porquês, quiçá achando que já sabemos muito.
Enquanto as crianças fazem perguntas para saber e conhecer mais e mais,
nós deixamo-las de as fazer para não parecermos demasiadamente
ignorantes e estúpidos aos outros. E assim, desta feita, a nossa
verdadeira estupidez permanece. As crianças não são possuidoras desta
barreira mental – Aprendamos pois com elas.
2. Não temos, talvez desde que somos adultos, a capacidade de conversar com as crianças:
Conversar com uma criança é uma arte e isso por si só não constitui uma
tarefa fácil pois exige dos adultos algum “trabalho de casa”. Todavia,
nem todos os adultos estão dispostos a serem reeducados a falar ao nível
de uma criança, levando-a a aprender mais e mais. Há toda uma arte
didática quando um adulto dirige-se a uma criança.
Temos a necessidade de confessar que não possuímos, grande parte das
vezes, a capacidade de baixar ao nível delas a fim de explicarmos as
coisas. Não nos falta as palavras, falta-nos a sabedoria necessária
quando nos dirigimos às crianças.
3. A inversão dos papéis:
Enquanto as crianças permanecem crianças, os adultos estão à espera que
elas cresçam para que, agora sim, ensinarmos determinadas coisas.
O problema que eu vejo em tudo isso é que, à medida que as crianças
crescem, nós envelhecemos e, chegará ao dia, em que, estando senis, e as
crianças de outrora, agora adultos, talvez nos dirão:
“Estás demasiadamente velho e caduco para compreender determinadas coisas”.
O melhor caminho, talvez seja, nós como adultos, ensinarmos às crianças
aprenderem a pensar como adultos, para que elas no dia de amanhã saibam
como falar e cuidar dos que vão envelhecendo.
Se os adultos não respeitarem a inteligência das crianças, como
esperaremos que estas crianças, ao chegarem a idade adulta, respeitem as
cãs?
O melhor é mesmo lembrar o que diz a Palavra de Deus:
"Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele." (Provérbios 22:6)

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