Assuntos:
Oração
Objetivo:
Destacar a importância da oração intercessória quando o povo de Deus se afasta
dEle.
Texto Chave
: Daniel 9:18
Tese: A
oração de Daniel nos mostra que, nossas orações têm uma parte nos planos de Deus.
INTRODUÇÃO
Como você gostaria de ser conhecido daqui há 100
anos? Se escrevessem um livro sobre a sua vida, o que as pessoas diriam ao
lê-lo? Eles iriam achá-lo(a) parecido(a) com quem? Como aquele tio mão fechada
e mesquinho? Com aquela mãe preocupada? Com aquele pai preocupado? Com o irmão
boa-vida?
Ao lermos na Bíblia em Daniel 9 (texto base da nossa
mensagem) detectamos Daniel como um tipo do próprio Cristo.
Orando por seu povo, Daniel participou do plano de
salvação. Quero que saibas que este privilégio também está disponível a nós, se
confiarmos na sabedoria e na justiça de Deus.
O poder da oração intercessória este é o tema da
mensagem de hoje.
I – DANIEL – A PESSOA
1. Quem foi Daniel?.
a) Membro da
família real - Daniel cresceu na corte do bom rei Josias.
b) Leitor das
Escrituras - Quando criança, ele sem dúvida leu o livro de Deuterônomio,
recém-descoberto, depois de estar perdido durante o reinado do mau rei Manassés
(II Cr 34:14; Dt 31:24-26).
c) Ouvinte
das Escrituras - Ouvindo o rei Josias jurar seguir o Senhor e obedecer às
palavras do concerto escrito no livro (II Cr 34:31), seu jovem coração deve
ter-se emocionado com a resolução de fazer o mesmo.
Dali em diante, o livro de Deuteronômio
provavelmente foi uma influência profunda em sua vida.
O menino Daniel deve ter ouvido Jeremias apelar ao
povo de Judá para voltar a seu divino Marido (Jr 3); e deve ter ficado
desalentado por sua obstinada resistência.
d) Refém -
Quando Daniel era adolescente, um evento trágico aconteceu - o rei Josias
morreu na batalha. Daniel deve ter lamentado profundamente, junto com Jeremias
e todo o povo (II Cr. 35:23-25).
Os sucessores de Josias foram homens fracos que se
rebelaram contra o poder nascente de Babilônia, levando Nabucodonosor e seus
exércitos a entrar em Jerusalém, saquear o templo, capturar alguns reféns da
família real e levá-los consigo para uma jornada de aproximadamente 750
quilômetros até Babilônia (Dan. 1:3 e 4).
Daniel foi um desses reféns.
e) Homem de
Oração - Além disto Daniel era um homem de oração e comunicação com Deus
(Dn. 1:17 a 20 e 2:1 a 23).
Assim foi no início de sua carreira em Babilônia e
assim foi anos mais tarde, quando foi colocado na casa dos leões (Dn. 6:10)
Mas talvez um dos momentos mais importantes de seu
ministério foi quando ele orou pelo povo cativo em Babilônia.
II – DANIEL – O INTERCESSOR
1. Pelo Seu Povo (Israel).
a) Desobedeceu
- Segundo Daniel 9: 5 a 14 o povo de Israel cometeu sérios pecados para ser
levado cativo para Babilônia.
De uma leitura destes versos aparecem expressões,
tais como: "pecamos e procedemos perversamente", "apartamo-nos
dos teus mandamentos e dos teus juízos".
b) Não deu
ouvido - Todavia, a frase mais triste é "não demos ouvidos aos teus
servos, os profetas, que em teu falaram. (9:6).
A história de Israel mostra que é perigoso
menosprezar os profetas de Deus. Somos culpados desse pecado hoje?
c) Hoje,
damos ouvido? Deus revelou-nos Seu amor confiando-nos maravilhosas verdades
pelo ministério profético de Ellen G. White.
Temos diminuído a importância de suas mensagens
discutindo como foram dadas, em lugar do que elas dizem? Ou simplesmente não
nos damos ao trabalho de lê-las? Ou as rejeitamos porque condenam os pecados em
nossa vida?
d) O estudo
de Daniel - A preocupação toma conta de Daniel: O que seria do seu povo?
Pelas profecias de Jeremias (25:11 e 12) o tempo de
os judeus voltarem para sua pátria, depois de 70 anos de exílio havia chegado.
Porém, ele achava que o cativeiro de 70 anos seria
prolongado por causa dos pecados do povo.
e) A oração
intercessória- Ele então faz a oração intercessória do capítulo 9.
Um dos pontos mais importantes desta oração é que
Daniel ousou ser um intercessor ou uma ponte entre o povo e Deus.
Daniel não era sacerdote e nem da tribo de
sacerdotes que por vocação faziam esta parte em Israel.
Este servo de Deus compreendia que falar de Deus
para os homens é coisa muito importante. Mas, falar a Deus pelos homens é muito
maior.
2. Pelo Nosso Povo (A Igreja).
a) Estamos
intercedendo?- Como estamos na nossa vida de oração intercessória? Não
esqueçamos que Deus "trocou a sorte de Jó quando este orou pelos seus
amigos".
b) Não
devemos esquecer - A oração revela o nosso caráter. Quando oramos por
amigos e até por inimigos estamos deixando de lado nosso egoísmo e exercitando
amor cristão genuíno.
A seguir vamos analisar a oração de Daniel 9 e
através dele veremos que Daniel foi um tipo de Cristo.
III – DANIEL - UM TIPO DE CRISTO
1. Analogia.
Na oração de Daniel 9 Daniel aparece como um tipo de
Cristo.
Os tipos são pessoas ou eventos do Velho Testamento
que refletiam Jesus.
Para efeito didático vamos analisar a vida de Daniel
em comparação com a de Cristo no seguintes pontos:
a) Não é narrado nem um pecado na vida de Daniel =
Não é narrado nem um pecado na vida de Cristo.
Embora saibamos que Daniel era um ser humano pecador
(Rm 3: 10 e 23) em seu livro não encontramos deslizes morais de sua vida. Davi
adulterou; Abraão mentiu; Noé embebedou-se; Salomão perverteu-se; mas de Daniel
não temos nada.
A conclusão que chegamos é que sua vida de comunhão
e relacionamento com Deus era extremamente forte. Não havia lugar para o
pecado. Embora por natureza ele fosse pecador.
b) Ele foi o intercessor = Jesus é o nosso
intercessor.
Como já vimos, Daniel era da tribo de Judá e os
sacerdotes vinham da tribo de Levi.
A mesma coisa aconteceu com Jesus.
O apóstolo diz em Hebreus 8:4 que se ele (Jesus)
"estivesse na terra, nem mesmo sacerdote seria". Por quê? Porque
Cristo era da tribo de Judá e não de Levi. Ambos (Daniel e Jesus) ousaram interceder.
Daniel pedindo o livramento do cativeiro babilônico e Jesus pedindo o
livramento (nosso) do cativeiro do pecado.
c) Daniel incluiu-se entre os pecadores = Jesus
tornou-se pecado por nós.
Em Daniel 9: 4 e 5, Daniel incluiu-se entre o povo e
confessa pecados que ele mesmo não cometera. Os pecados listados na oração
foram na verdade cometidos pelo povo e não por Daniel, que ainda era bem jovem
quando Babilônia destruiu Jerusalém.
Jesus fez o mesmo quando se tornou pecado por nós,
isto é, assume os nossos erros e morre na cruz (leia II Co 5:21)
d) Daniel é chamado de "mui amado" por
Deus (9:23) = Jesus Cristo é também chamado assim pelo Pai (Lc 3:22).
e) Gabriel consola e ajuda Daniel em resposta à sua
oração (Daniel 9:21) = Jesus é também consolado por Gabriel no Getsêmani (ver
Desejado de Todas as Nações, pág. 84, 85, 664 e 665.
f) Gabriel consola Daniel com respeito à resposta
final para o pecado do povo = Gabriel consola Cristo falando a respeito da obra
de salvação que Jesus efetuaria.
Deus iria introduzir um suprimento de eterna justiça
que seria suficiente para neutralizar toda a impiedade humana (Rom 5:18). Isto
Ele faria pela vinda do Messias, Jesus Cristo. Só Ele poderia expiar o pecado.
Só Ele poderia trazer eterna justiça, porque só Ele possuía a "justiça de
Deus" (Rom. 3: 21 e 22), a justiça que Ele credita a todos os que
verdadeiramente crêem.
Daniel 9 nos dia o que deve acontecer ao Messias a
fim de fazer expiação pelo pecado. Jesus esvaziou-Se de Sua glória e de Sua
posição. Sua unidade com o Pai foi rompida; Seu apoio humano se esgotara
completamente. Sua vida foi "cortada". Ele deu, até nada mais restar
para dar.
"Antes de Gabriel satisfazer Daniel com
respeito à sorte do Israel terrestre, ele expôs aos ouvidos de Daniel o que era
superior em sua própria mente - o advento do Filho de Deus. A grandeza, o
valor, os assuntos triunfantes da obra do Messias, - estas eras as novidades
que ele se alegrava em transmitir. A revelação que, em qualquer época, o homem
mais necessita é a revelação a respeito da remoção do pecado - o conhecimento
de como a grande redenção pode ser realizada. Nenhuma notícia do Céu pode ser
tão alegre como esta ... que o pecado deve se encontrar com a destruição final,
e que a reconciliação entre Deus e o homem está assegurada."[1]
CONCLUSÃO
A oração de Daniel no capítulo 9 não é só uma oração
intercessória, é uma oração modelo pedindo perdão. Pois Daniel reconhece o
pecado do povo, chamando este pecado pelo nome, e suplica a misericórdia de
Deus.
A única solução para o problema do pecado é o
sacrifício do Messias. É privilégio de cada um de nós pedir perdão dos nossos
próprios pecados e interceder por outros pedindo o sangue remidor de Jesus.
APELO
Daniel orou por algumas das necessidade específicas
de Judá. Quantos aqui querem seguir o exemplo de Daniel e a partir de hoje orar
incessantemente pelas necessidades específicas da nossa igreja e principalmente
uns pelos outros para que possamos receber o perdão de Jesus o nosso Salvador?
[1] H. D. M. Spence (Ed), The Pulpit Commentary: (London, NY: Funk
& Wagnalls Company, 1913), 13:287.
Fonte: http://sermoes.com.br/sermoes.phphttp://sermoes.com.br/sermoes.php
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