segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

FÉ - O SINAL DOS CRAVOS




TEMA:
PROPÓSITO: Expressar que somos bem-aventurados porque ao crermos na expiação dos nossos pecados.
TEXTO: João 20:25
TESE: Podemos acreditar que Jesus venceu a morte e nos pode salvar.

Introdução

Jesus, após a crucificação aparece primeiro a Maria Madalena que corre e conta para os discípulos. Ainda no mesmo dia, Jesus aparece aos discípulos dizendo: “Paz seja convosco!”, e mostra suas marcas nas mãos e nas costas. Mas Tomé não estava quando Jesus apareceu aos discípulos pela primeira vez. Oito dias se passaram e Jesus novamente aparece à eles dizendo “Paz seja convosco!”. E em especial agora fala com Tomé, para que ele creia. Tomé disse que só creria se visse o sinal dos cravos e o lado. Então Jesus diz: “Tomé: Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos, chega também a tua mão e põe-na no meu lado” (v. 27).
Tomé precisa ver o “sinal dos cravos” para crer. Muitos também ainda hoje precisam primeiro ver para depois crer - um tipo de fé condicionada. Neste sentido, hoje eu quero falar sobre “o sinal dos cravos”, e destacar três aspectos para a nossa edificação cristã.




I-       “SINAL DOS CRAVOS” – PROVA PARA OS INCRÉDULOS
“Cada vestígio dos cravos contará a história da maravilhosa redenção do homem e o valioso preço por que foi comprada. Os mesmos homens que arremeteram a lança no lado do Senhor da vida, verão o sinal da lança, e lamentarão com profunda angústia a parte que desempenharam em desfigurar o Seu corpo.” Primeiros Escritos, p 179.
1.      Uma prova de que Jesus não era Senhor total de sua vida: “Senhor meu, Deus meu” - v. 28
2.      Uma prova de que sua fé era superficial, na verdade pobre: “Porque me viste creste?” - v. 29
3.      Uma prova de que ele não acreditava em seus amigos e companheiros de ministério: “Vimos o Senhor...Se eu não vir nas suas mãos...” (v. 25). Tomé recebeu um apelido - “O Tomé da dúvida”. Tomé parece ser do tipo auto-suficiente, individualista. Era uma pessoa com tendências pessimistas (ver João 11:16). Provavelmente ele se isolou dos demais porque essa era a sua atitude de resolver as coisas e ele devia ter tendências para a depressão. Muitos dizem que este século é o “século da depressão”. A depressão afeta especialmente a nossa capacidade para crer. O Tomé foi afetado e não conseguiu crer.
Ellen G. White diz que “Os que introduziram os cravos através de Suas mãos e pés, olham agora para os sinais de Sua crucifixão. Os que Lhe feriram o lado, vêem os sinais de sua crueldade em Seu corpo. E sabem que Ele é o mesmo a quem crucificaram, e de quem escarneceram em Sua agonia mortal. E levantam então um pranto de angústia, longo e demorado, fugindo para esconder-se da presença do Rei dos reis e Senhor dos senhores.” Primeiros Escritos, p 292.
Os cravos não são somente uma forma de provar para os incrédulos, mas, também, é uma prova de amor.

II-    “SINAL DOS CRAVOS” – PROVA DO AMOR:

1.      Com amor inabalável: Jesus não se abalou com a atitude dos discípulos. Ele poderia ter dito: “Vocês se preocupam mais com os cravos do que comigo mesmo. Será que eu mesmo não basto? É preciso haver outras provas além de mim? Minha presença não basta? Ele não se abala e os ama.
2.      Com amor indiscriminado: Jesus sabia da atitude de Tomé. Oito dias haviam se passado. Mas Ele não o discriminou, antes o amou.
3.      Com amor restaurador: Na verdade, Jesus não precisa mais aparecer aos discípulos porque Ele já havia aparecido aos 11 anteriormente. Mas, aparece novamente oito dias depois para restaurar a Tomé, pois caso contrário ele iria continuar pessimista, deprimido. Jesus o amou de tal maneira que voltou para restaurá-lo.
4.      Com amor eterno: É amor eterno porque não se acaba, portanto não é amor limitado como o nosso.
Os sinais dos cravos é uma prova para os incrédulos e é uma prova de amor, mas acima de tudo é uma prova da vitória.





III- “SINAL DOS CRAVOS” – PROVA DA VITÓRIA (V. 29)

“Verão as marcas dos cravos em Suas mãos e pés, e o lado que eles traspassaram com a lança. As cicatrizes dos cravos e da lança serão então a Sua glória.” Primeiros Escritos, p. 53.

1.      Todos aqueles que crerem e aguardarem a sua vinda serão bem-aventurados, pois confiaram sem ver.
2.      A promessa de que se confiarmos que os cravos traspassaram as mãos de Cristo, agora serão vistos pelos crentes agora sem os pregos nas Nova Terra.
3.      Se todos os que quiserem e puderem ver as marcas dos cravos nas mãos de Cristo terão a certeza de que estarão no gozo eterno com Deus.

Conclusão:

O “sinal dos cravos” = sinal da vitória sobre a morte, a ressurreição
O “sinal do Tomé” = sinal da sociedade moderna que precisa de provas para seguir Jesus.
Precisamos ser abençoados com essa “bem-aventurança” porque Paulo nos diz que a fé é produzida em nós não pelo que vemos, mas “por ouvir as mensagem, e a mensagem que vem por meio da pregação a respeito de Cristo” (Rm. 10.17). A “fé é a certeza de cousas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem” (Hb. 11.1)
Para Kierkegard, fé é um salto no escuro. Para a Bíblia, fé é certeza e convicção em Deus. O contrário disso é inquietação, dúvidas, incertezas e intranqüilidade. Por isso, por três vezes Jesus disse: “Paz seja convosco!” (v. 19,21,26).
O “sinal de Tomé” nos remete a sociedade de hoje, que também é incrédula, precisa de sinais para crer. Não conseguem crer é invisível, mas real.

APELO

Que você possa ouvir a voz de Cristo querendo lhe mostrar pessoalmente as suas marcas dos cravos.



















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