TEMA: Fé
PROPÓSITO: Expressar que somos
bem-aventurados porque ao crermos na expiação dos nossos pecados.
TEXTO: João 20:25
TESE: Podemos acreditar que Jesus venceu
a morte e nos pode salvar.
Introdução
Jesus, após a crucificação aparece primeiro a Maria
Madalena que corre e conta para os discípulos. Ainda no mesmo dia, Jesus
aparece aos discípulos dizendo: “Paz seja convosco!”, e mostra suas marcas nas
mãos e nas costas. Mas Tomé não estava quando Jesus apareceu aos discípulos
pela primeira vez. Oito dias se passaram e Jesus novamente aparece à eles
dizendo “Paz seja convosco!”. E em especial agora fala com Tomé, para que ele
creia. Tomé disse que só creria se visse o sinal dos cravos e o lado. Então
Jesus diz: “Tomé: Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos, chega também a tua
mão e põe-na no meu lado” (v. 27).
Tomé precisa ver o “sinal dos cravos” para crer.
Muitos também ainda hoje precisam primeiro ver para depois crer - um tipo de fé
condicionada. Neste sentido, hoje eu quero falar sobre “o sinal dos cravos”, e
destacar três aspectos para a nossa edificação cristã.
I-
“SINAL DOS CRAVOS” – PROVA
PARA OS INCRÉDULOS
“Cada vestígio dos cravos contará a história da
maravilhosa redenção do homem e o valioso preço por que foi comprada. Os mesmos
homens que arremeteram a lança no lado do Senhor da vida, verão o sinal da
lança, e lamentarão com profunda angústia a parte que desempenharam em
desfigurar o Seu corpo.” Primeiros
Escritos, p 179.
1. Uma prova de que Jesus não
era Senhor total de sua vida: “Senhor meu, Deus meu” - v. 28
2.
Uma prova de que sua fé era superficial, na verdade pobre: “Porque me
viste creste?” - v. 29
3. Uma prova de que ele não
acreditava em seus amigos e companheiros de ministério: “Vimos o Senhor...Se eu
não vir nas suas mãos...” (v. 25). Tomé recebeu um apelido - “O Tomé da
dúvida”. Tomé parece ser do tipo auto-suficiente, individualista. Era uma
pessoa com tendências pessimistas (ver João 11:16). Provavelmente ele se isolou
dos demais porque essa era a sua atitude de resolver as coisas e ele devia ter
tendências para a depressão. Muitos dizem que este século é o “século da
depressão”. A depressão afeta especialmente a nossa capacidade para crer. O
Tomé foi afetado e não conseguiu crer.
Ellen G. White diz que “Os que introduziram os
cravos através de Suas mãos e pés, olham agora para os sinais de Sua
crucifixão. Os que Lhe feriram o lado, vêem os sinais de sua crueldade em Seu
corpo. E sabem que Ele é o mesmo a quem crucificaram, e de quem escarneceram em
Sua agonia mortal. E levantam então um pranto de angústia, longo e demorado,
fugindo para esconder-se da presença do Rei dos reis e Senhor dos senhores.” Primeiros Escritos, p 292.
Os cravos não são somente uma forma de provar para
os incrédulos, mas, também, é uma prova de amor.
II-
“SINAL DOS CRAVOS” – PROVA
DO AMOR:
1. Com amor inabalável: Jesus
não se abalou com a atitude dos discípulos. Ele poderia ter dito: “Vocês se
preocupam mais com os cravos do que comigo mesmo. Será que eu mesmo não basto?
É preciso haver outras provas além de mim? Minha presença não basta? Ele não se
abala e os ama.
2. Com amor indiscriminado:
Jesus sabia da atitude de Tomé. Oito dias haviam se passado. Mas Ele não o
discriminou, antes o amou.
3. Com amor restaurador: Na
verdade, Jesus não precisa mais aparecer aos discípulos porque Ele já havia
aparecido aos 11 anteriormente. Mas, aparece novamente oito dias depois para
restaurar a Tomé, pois caso contrário ele iria continuar pessimista, deprimido.
Jesus o amou de tal maneira que voltou para restaurá-lo.
4.
Com amor eterno: É amor eterno porque não se acaba, portanto não é amor
limitado como o nosso.
Os sinais dos cravos é uma
prova para os incrédulos e é uma prova de amor, mas acima de tudo é uma prova
da vitória.
III-
“SINAL DOS CRAVOS” – PROVA
DA VITÓRIA (V. 29)
“Verão as marcas dos cravos em Suas mãos e pés, e o
lado que eles traspassaram com a lança. As cicatrizes dos cravos e da lança
serão então a Sua glória.” Primeiros
Escritos, p. 53.
1.
Todos aqueles que crerem e aguardarem a sua vinda serão
bem-aventurados, pois confiaram sem ver.
2.
A promessa de que se confiarmos que os cravos
traspassaram as mãos de Cristo, agora serão vistos pelos crentes agora sem os
pregos nas Nova Terra.
3.
Se todos os que quiserem e puderem ver as marcas dos
cravos nas mãos de Cristo terão a certeza de que estarão no gozo eterno com
Deus.
Conclusão:
O “sinal dos cravos” = sinal da vitória sobre a
morte, a ressurreição
O “sinal do Tomé” = sinal da sociedade moderna que
precisa de provas para seguir Jesus.
Precisamos ser abençoados com essa “bem-aventurança”
porque Paulo nos diz que a fé é produzida em nós não pelo que vemos, mas “por
ouvir as mensagem, e a mensagem que vem por meio da pregação a respeito de
Cristo” (Rm. 10.17). A “fé é a certeza de cousas que se esperam, a convicção de
fatos que se não vêem” (Hb. 11.1)
Para Kierkegard, fé é um salto no escuro. Para a
Bíblia, fé é certeza e convicção em Deus. O contrário disso é inquietação,
dúvidas, incertezas e intranqüilidade. Por isso, por três vezes Jesus disse:
“Paz seja convosco!” (v. 19,21,26).
O “sinal de Tomé” nos remete a sociedade de hoje,
que também é incrédula, precisa de sinais para crer. Não conseguem crer é
invisível, mas real.
APELO
Que você possa ouvir a voz de Cristo querendo lhe
mostrar pessoalmente as suas marcas dos cravos.
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