PR. ALEJANDRO BULLÓN
"Imaginemos um marginal que agride física e
sexualmente uma mulher e depois a mata. Você acha que existe salvação
para uma pessoa de sentimentos tão endurecidos? Você conhece alguém que
já desceu tão baixo na vida que as possibilidades de recuperação são
completamente remotas? Quer saber o que diz a Bíblia a respeito?
No livro de São João lemos o seguinte: "Deixou a
Judéia, e foi outra vez para a Galiléia. E era-lhe necessário passar por
Samaria" (João 4:3 e 4).
A Judéia ficava ao sul, a Galiléia na parte norte, e
entre ambas estava localizada Samaria. Qualquer pessoa que quisesse
fazer esse trajeto deveria ir em linha reta.
Os judeus tinham uma atitude estranha. Desviavam-se
para o lado oeste, atravessavam o rio Jordão e subiam pelo deserto.
Quando percebiam que já tinham passado Samaria, saiam do deserto e
entravam na Galiléia. Com isso, andavam vários quilômetros a mais.
Por que faziam isso? Por que gastavam tanto tempo e energia andando pelo deserto?
A razão era simples: não queriam passar pela terra
maldita dos samaritanos. Na opinião deles, o povo de Samaria não era
digno da salvação. Numa ocasião um discípulo sugeriu que seria bom que
caísse fogo do céu e consumisse aquela gente.
Na opinião dos judeus, os samaritanos eram pessoas
que tinham brincado demais com as oportunidades divinas, tinham
endurecido tanto o coração que para eles já não restava esperança de
salvação.
Mas o texto diz que era necessário que Jesus fosse à
Samaria, porque para Ele não existe gente sem esperança, para Ele não
existe caso perdido.
Nós, os seres humanos, perdemos as esperanças
facilmente. Com freqüência, sou procurado por pais aflitos expressando a
tragédia de seus filhos:
- Pastor, já fiz de tudo para ajudar meu filho. São
anos de escravidão nas garras do vício. A droga tem acabado com todos os
seus sonhos, ideais e valores. Acho que para ele já não há mais
solução.
Existem esposas que perderam a alegria da vida porque
o esposo tem sido infiel aos votos matrimoniais. De nada adianta as
promessas e decisões que o marido toma. Na opinião da esposa, já não
existe mais esperança de recuperação para esse homem.
Devemos ser cuidadosos ao rotular as pessoas pensando
que não existe saída para elas, porque para Jesus não existe um caso
perdido. Por isso, era necessário que Ele fosse para Samaria.
Naquela região, especificamente na cidade de Siquém,
vivia uma mulher, que na opinião dos samaritanos, não tinha mais
recuperação. Jesus a conhecia muito bem; Jesus conhecia o vazio do
coração daquela mulher. Tinha ouvido seu clamor silencioso nas noites
intermináveis de insônia que vivia atormentada pelo peso da culpa. Por
isso era-lhe necessário passar por Samaria. Jesus nunca permanece
indiferente diante das necessidades do ser humano.
O mundo cristão conhece a mulher samaritana como a
pecadora que andava roubando o marido de todas as mulheres da cidade.
Mas poucos se detiveram a pensar nas raízes do problema daquela mulher.
Ela não tinha nascido adúltera. Era uma mulher
sonhadora que desde jovem experimentara o vazio do coração humano. Era
uma mulher sincera a procura de um sentido para a vida. Andou por muitos
caminhos, alguns deles escabrosos, a procura de algo concreto, mas tudo
o que achava, depois de tanto esforço, durava pouco tempo.
Casara-se muito jovem pensando que o casamento
preencheria aquela sensação horrível de vazio que doía dentro do
coração, mas o casamento não durou muito. Outra pessoa em seu lugar
abandonaria esse caminho. Ela não. Ela não se dava por vencida
facilmente.
Tentou de novo outros casamentos. Também não deram
certo. A história bíblica diz que ela tentou 5 vezes, mas o fim de todas
essas tentativas foi o fracasso. A samaritana continuava sendo uma
mulher vazia. Os minutos de alegria lhe escapavam como areia por entre
os dedos.
O fato de passar de mão em mão pelos homens da
cidade, era o grito desesperado de seu coração procurando um sentido
para a sua existência.
Pensemos um pouco na situação desta mulher. Todos os
dias ela acordava, corria ao banheiro procurando água e encontrava o
cântaro vazio, apesar de tê-lo enchido no dia anterior. Então pegava o
cântaro vazio e dirigia-se ao poço de Jacó para buscar mais água. Essa
água só lhe duraria 24 horas. No dia seguinte ela teria que retornar ao
poço. Essa rotina era massacrante em sua vida: sempre procurando alguma
coisa e o que achava durava pouco tempo. Não era uma simples leviandade
que a levara a ter a fama de adúltera inveterada.
Amigo querido, é perigoso julgar as pessoas
simplesmente pelos seus atos. Você pode ver um bêbado jogado na sarjeta e
pensar que é um pobre homem sem força de vontade, mas não se apresse a
condená-lo. Você não conhece os motivos que o levaram a essa situação.
- Como? - você diz, - a Bíblia não ensina que as pessoas são conhecidas pelos seus frutos?
É verdade, mas é verdade também que precisamos entendê-las pelas raízes.
O que leva um jovem a usar drogas? Sem dúvida
nenhuma, a droga é uma fuga, e quando a pessoa fica viciada é fácil cair
no crime para sustentar o vício. Mas qual foi o início de tudo isso? O
que essa pessoa buscava nas sensações alucinantes dos efeitos
passageiros da droga?
Você já foi traído alguma vez? Não condene o amigo
que o traiu. Tente entendê-lo. O que o levou à traição? Que complexos
esconde esse pobre homem por trás de sua atitude covarde?
Todos temos uma herança genética, cultural, social e
familiar que de alguma forma influi em nossos atos. Todos temos
motivações inconscientes que nos assustariam se as entendêssemos
completamente. Então, por favor, sejamos misericordiosos com a
samaritana. Vamos tentar compreendê-la antes de condená-la.
Naquele dia, a samaritana saiu de casa com o cântaro
nos ombros para cumprir a rotina da sua vida. Mas aquele dia seria
diferente; Jesus seria a diferença. Ele sempre é a diferença entre o
fracasso e o sucesso, entre as trevas e a luz, entre o desespero e a
esperança, entre o vazio e a plenitude.
O texto bíblico diz que Jesus estava sentado perto do poço, cansado da viagem.
Como? Jesus era Deus. Deus não se cansa. Mas na
pessoa de Jesus, Deus se fez homem para poder alcançar o pobre homem
condenado à morte. Emociona-me pensar em Jesus cansado. Pergunto-me às
vezes, o que Ele viu em mim para deixar a glória celeste e se fazer
homem para me buscar? Nunca O entenderei! Mas o que teria sido de você e
de mim se Ele não tivesse vindo nos buscar?
O encontro com Jesus mostrou àquela mulher que além de vazia por dentro, era um ser humano cheio de preconceitos.
Nunca saberemos na realidade quem somos até que nos
encontremos face a face com Jesus. Separados dEle, seremos incapazes de
conhecer a nós mesmos. Separados dEle, seremos vítimas fáceis do
complexo de superioridade ou de inferioridade. Jesus é o único capaz de
mostrar-nos uma imagem equilibrada de nós mesmos.
Analisemos o encontro. É Jesus que inicia o diálogo. A
iniciativa da salvação sempre é divina. Não é o homem que quer ser
salvo; é Deus que quer salvar o homem. A nossa aceitação é simplesmente a
resposta ao trabalho que o Espírito está realizando em nosso coração. A
iniciativa da salvação sempre é divina. "... Dá-me de beber" (João
4:7).
Por que o Rei do Universo, o Criador do Céu e da Terra, o Dono de todas as fontes de água, pede de beber?
"Se eu tivesse fome, não to diria, pois meu é o mundo
e a sua plenitude" (Salmo 50:12). Diz Davi. Por que então Ele pediu
água a samaritana?
Aqui, há algo que precisamos compreender. Deus nunca
nos pede algo porque precisa do ser humano. Ele pede porque tem algo
maior para nos oferecer.
"Dá-me, filho meu, o teu coração..." (Provérbios 23:26).
Para que Deus precisa deste coração egoísta que temos? Ele pede porque tem algo maior para nos oferecer. Não esqueça disso!
Voltemos aos preconceitos da samaritana. Ela não
sabia que era preconceituosa. Seus preconceitos se revelaram na presença
de Jesus: "... Como, sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou
mulher samaritana? (porque os judeus não se comunicam com os
samaritanos)" (João 4:9).
Pobre mulher! Durante toda sua vida tinha carregado
um vazio interior em seu coração. Tentando preencher esse vazio, tinha
andado por caminhos estranhos, tinha se machucado e machucado muita
gente. Tinha descido a um poço de angústia e desespero. Sua vida não
tinha brilho, nem alegria, nem maiores perspectivas. Tudo era uma grande
rotina que a asfixiava.
Agora estava ali, diante de sua grande oportunidade.
Jesus tinha deixado tudo de lado e dirigido-Se a Siquém para transformar
sua vida, mas o preconceito quase põe tudo a perder.
O preconceito tem trazido tanta dor à nossa vida! Não
feche seus ouvidos à Palavra de Deus simplesmente porque nasceu
"samaritano". Não permita que tradições e preconceitos o impeçam de
analisar por você mesmo o plano que Deus deixou para você na Sua
Palavra.
Quer ver outro preconceito da samaritana? "...
Senhor, tu não tens com que a tirar, e o poço é fundo; onde pois tens a
água viva?" (João 4:11)
Não havia lógica na promessa de Jesus. Do ponto de
vista humano, a mulher estava certa. O poço era fundo e Jesus não tinha
corda e nem balde para tirar a água. Como podia oferecer algo que
humanamente era impossível conseguir?
É pensando deste modo que muita gente sincera hoje fica carregando dentro de si a sede permanente da insatisfação:
- Como pode Jesus resolver o meu problema? Dê-me uma
explicação lógica. Explique-me como isso se encaixa nos princípios da
psicologia. Apresente-me argumentos razoáveis; não me diga que tenho
simplesmente que acreditar.
A resposta de Jesus não apresentou nenhum argumento
que satisfizesse a curiosidade lógica da samaritana. Ele se limitou a
falar dos benefícios daquilo que estava oferecendo. "... Qualquer que
beber desta água tornará a ter sede; mas aquele que beber da água que eu
lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma
fonte d'água que salte para a vida eterna" (João 4:13 e 14).
Era disso que ela estava precisando. Uma água cujos
efeitos não acabassem nunca. Estava cansada de soluções passageiras.
Precisava de algo duradouro. Em sua vida tinha tentado analisar as
coisas logicamente, sempre tinha aceitado um argumento depois de
raciocinar muito em torno dele, mas de que tinha servido? Quanto tempo
tinham durado suas soluções lógicas? Por que não dar àquEle estranho um
voto de confiança? "... Senhor, dá-me dessa água, para que não mais
tenha sede, e não venha aqui tirá-la" (João 4:15).
Mas agora Jesus a confronta com o seu passado. Ela
não podia continuar fugindo dele e fingindo que estava tudo bem. Por
mais doloroso que fosse, devia reconhecer quem era. O médico só pode
curar alguém que reconhece que está doente e que quer ser curado.
"Disse-lhe Jesus: Vai, chama o teu marido, e vem cá. A mulher respondeu,
e disse: Não tenho marido. Disse-lhe Jesus: Disseste bem: Não tenho
marido; Porque tiveste cinco maridos, e o que agora tens não é teu
marido; isto disseste com verdade" (João 4:16-18).
Será que Jesus gosta de atormentar uma pessoa
lembrando-a de seu passado? Não, claro que não. Mas Ele sabe que para
curar uma ferida, é preciso limpá-la, embora isso possa doer. Não existe
presente sadio sem um passado limpo. Não é ignorando o passado e
fingindo que nunca existiu que poderemos construir um presente sadio. É
preciso reconhecer o passado, a culpa e os erros para então levá-los a
Jesus. Nada de explicações. Ninguém precisa justificar seus erros. Erros
precisam ser perdoados e corrigidos, não explicados.
Conheci um jovem aparentemente fracassado na vida.
Iniciara vários cursos universitários e não concluíra nenhum deles.
Tinha fracassado em dois casamentos e os filhos não queriam ficar com
ele. Não conseguia manter-se empregado e qualquer empreendimento próprio
terminava em falência.
Quando o conheci, ficou muito tempo tentando explicar
seu insucesso. Jogava a culpa nas ex-esposas, dizia que os filhos não
queriam vê-lo porque "elas faziam a cabeça das crianças". Queixava-se da
falta de oportunidade, criticava os ex-patrões, jogava a culpa no
governo por causa da situação que o país vivia e que não lhe permitia
prosperar em seus empreendimentos. Enfim, todo mundo era culpado. O fato
de estar experimentando drogas era seu grito de protesto contra a
família e a sociedade.
Gastamos muito tempo conversando. Tentei confrontá-lo
carinhosamente com sua própria realidade. Nada mudaria se ele não
limpasse a ferida infeccionada. Teria que limpar o passado purulento,
mas antes era preciso reconhecer que o passado existia e estava cheio de
erros.
Chorou, chorou porque doía sem dúvida. Mas caiu aos pés de Jesus e clamou:
- Senhor, dá-me de beber desta água para que nunca mais tenha sede.
E o Senhor abriu os braços e o recebeu.
O tempo passou. Hoje as coisas são diferentes.
Reconstruiu o lar com uma das ex-esposas, é um pai querido, um esposo
feliz e um profissional realizado.
Esse Jesus maravilhoso está neste momento perto de
você com os braços abertos. Não permita que seus preconceitos o impeçam
de abrir o coração e dizer:
- Senhor, dá-me dessa água para que nunca mais tenha sede.
Se você já correu muito por essa vida, procurando um
sentido para sua existência, experimente Jesus. Com Ele, a cultura, o
dinheiro, o poder e a fama ganham maior brilho. Tudo se encaixa, tudo
tem razão de ser.
Abra o coração e aceite a Jesus.
AO AMADO
Letra: Guilherme Kerr
Música: Sérgio Pimenta
Ao Amado de minh'alma cantarei.
Fica bem cantar louvores a Jesus.
Como sóis de intensidade em plena luz,
tal a glória do Amado eu cantarei.
Ele é meu Amado, meu Salvador
Senhor da Vida e preferido meu.
Ele é luz que arde em resplendor.
É aquele que a Bíblia diz ser Deus.
Autor da vida, Cristo, meu Senhor.
Amado meu, pra sempre, Amado meu.
É Jesus razão maior de eu viver
De existir, de conhecer e prosseguir
sem jamais desanimar frente ao porvir;
de lutar, cansar, mas nunca esmorecer.
Gravado por Sonete no EELP - 0194 do Ministério "Está Escrito"
ORAÇÃO
Pai querido, esse hino é o clamor silencioso de meu
coração. Estou abrindo o coração a Jesus. Tu conheces a minha história.
Por favor, responda esta petição sincera. Amém.
Fonte: http://sermoes.com.br/sermoes.phphttp://sermoes.com.br/sermoes.php
0 comentários :
Postar um comentário